Quando se fala em xerifão para jogar a Libertadores da América, logo vêm à mente a imagem dos castelhanos Hugo de Leon ou Rivarola. Há uma certa mística sobre a imagem do jogador estrangeiro no Tricolor. Desde 1995, salvo o ano de 1999, ao menos um estrangeiro figura anualmente no plantel do Grêmio.
A história nos mostra outros casos de sucesso de estrangeiros com a camisa tricolor, como a do uruguaio Ancheta, do paraguaio Arce, do colombiano Perea e do boliviano Marcelo Moreno. Nos últimos anos, no entanto, a grande maioria dos estrangeiros teve passagem discreta ou imperceptível. Segue a lista:
1971 Chamaco Rodriguez –
meio-campo
1971-79 Ancheta – zagueiro
1976 Cejas – goleiro
1977-78 Corbo – goleiro
1979-80 Cardaccio – volante
1980 – Carlos Kiese – meio-campo
1981-84 Hugo de Leon – zagueiro
1987-88 Sabatella - meia
1987-88 Trasante - zagueiro
1987-92 Astengo – zagueiro
1995-97 Arce – lateral direito
1995-98 Rivarola - zagueiro
1997 Sahara – atacante
1998 Loco Abreu – centroavante
1998 Danlaba Mendy – atacante
2000 Amato – atacante
2000 Astrada – volante
2001 Fabio de Los Santos - lateral esquerdo
2002-03 Hernandez - zagueiro
2003-04 Baloy – zagueiro
2004 Tavarelli - goleiro
2005 Arangio – atacante
2005 Jean Beausejour – meio-campo
2005-06 Escalona – lateral esquerdo
2005-06 Lipatin – atacante
2006 – Maidana – zagueiro
2006-07/09 – Herrera – atacante
2007 Bustos – lateral direito
2007 Schiavi - zagueiro
2007 Gavillan – volante
2007 Saja - goleiro
2007-08 Hidalgo – lateral esquerdo
2008-09 Julio dos Santos – meio
campo
2008-09 Morales – centroavante
2008-09 Orteman – volante
2008-09 Perea - atacante
2009 Maxi Lopez – atacante
2011 Escudero – meia
2011-12 Miralles – atacante
2012 Bertoglio- meia atacante
2012 Marcelo Moreno - atacante
2012 Sorondo – zagueiro
Entre 2005 e 2009 foi o período de maior incidência de estrangeiros: 16. Perea foi o único a ter uma grande passagem pela equipe no intervalo. Os últimos zagueiros estrangeiros foram Hernandez, Baloy, Maidana, Schiavi e o recém-contratado e nem experimentado Sorondo. Estes, nem de perto lembram a mística figura de xerife portenho.
Dos 40 nomes citados, 19 atletas não foram sequer razoáveis contratações.
Mas a mística é forte. Soa muito melhor aos ouvidos o fato de o Grêmio contratar uma aposta de uma equipe fraca da Argentina, do que uma aposta nacional. É como vender o mesmo bode pelo dobro do preço porque ele usa uma gravata borboleta.
Talvez nosso próximo xerife fale espanhol. Talvez não. Mas saiba que não basta a magia inerente ao atleta estrangeiro por estas bandas para ser lenda. Quando se entra em campo, a mística se apaga e aí que separamos os heróis castelhanos dos demais.
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